Mais um filme de Resident Evil em live-action está chegando aos cinemas, e estamos a poucos dias da estreia: 17 de setembro no Brasil e 18 de setembro nos Estados Unidos.
A fandom de RE tem comentado bastante e levantado muito burburinho sobre o que esse filme pode se tornar. E já adiantamos: não teremos um Leon dando mortais desnecessários… Mas isso não é motivo para descartarmos um bom filme! Venha com a gente e descubra o que esse novo Resident Evil pode render.
O que temos sobre o novo live-action de RE?

Basicamente, trata-se de uma reinvenção da história, e não uma continuação dos filmes anteriores, tanto da série estrelada por Milla Jovovich quanto de Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City.
Podemos descrever mais como uma nova história dentro do universo de Resident Evil. A Sony descreve o longa como uma “reinvenção” da franquia, com roteiro de Zach Cregger e Shay Hatten e direção do próprio Cregger.
E existe um detalhe importante: a trama se passa em Raccoon City durante os acontecimentos de Resident Evil 2, mas não acompanha Leon, Claire ou qualquer outro protagonista conhecido dos jogos.
E a trama?
Aqui a brincadeira fica interessante.
A Sony ainda está mantendo parte da história em segredo, mas já sabemos que a trama gira em torno de Bryan (Austin Abrams), um mensageiro médico que precisa fazer uma entrega em Raccoon City. Ele não é um agente, não é um policial, nem membro de uma força tática especial. É apenas um homem comum no meio de todo o caos que tomou conta da cidade.
E essa é justamente a proposta.
Em vez de recontar a história que já conhecemos nos jogos, o filme quer mostrar outra pessoa vivendo aquele pesadelo. Bryan chega à cidade por causa do trabalho e acaba preso em uma corrida desesperada para sobreviver.
Ou seja: apesar de estar conectado aos acontecimentos de Resident Evil 2, não teremos uma adaptação direta de RE1, RE2 ou RE3. A história acontece em paralelo aos acontecimentos de RE2, acompanhando outro personagem enquanto Raccoon City enfrenta sua própria noite de terror.
E por que não adaptar fielmente?
Parece que isso foi uma decisão própria e consciente de Cregger.
O diretor assume ter se inspirado especificamente em elementos de Resident Evil 4, Resident Evil 7 e no contexto de Resident Evil 2. A ideia era encontrar uma forma de adaptar Resident Evil sem simplesmente colocar um dos jogos inteiros na tela.
E isso também se deve muito à representação desejada pelo diretor. Algo que acontece durante a gameplay, ou principalmente na sua primeira vez jogando RE, é aquela sensação de estar completamente perdido: você tem poucos recursos, não sabe exatamente o que está esperando na próxima sala e precisa se virar para sair dali. É essa sensação que Cregger quer levar para o filme.
O diretor já explicou que pretende fazer o público sentir a situação de Bryan quase como um jogador sentiria: saber quanto de recurso ele possui, perceber quando uma bala é desperdiçada e acompanhar sua luta para continuar vivo.
E isso faz bastante sentido considerando que Cregger é um fã declarado da franquia.
Novas criaturas

Algo também muito interessante sobre o filme é que veremos novos aspectos das criaturas e do T-Virus. Isso não significa necessariamente jogar o cânone pela janela. A proposta de Cregger é trabalhar com o universo conhecido, mas apresentar comportamentos diferentes e novas criaturas dentro dessa história.
O próprio diretor já comentou que o T-Virus terá algumas mudanças comportamentais que não aparecem nos jogos. A ideia parece ser explorar até onde essas mutações podem chegar sem transformar o filme em uma simples reprodução do que já vimos nos games, e considerando que estamos falando de Resident Evil, isso pode render algumas criaturas bem interessantes.
E o trailer?
Bem, aqui no Brasil já temos trailer dublado e uma boa prévia da história no geral.
O material divulgado mostra Bryan chegando a Raccoon City e tentando sobreviver enquanto a situação rapidamente sai do controle. Também já aparecem diversos elementos que remetem diretamente aos jogos, mesmo que a história não seja uma adaptação de nenhum deles.
Inclusive, algumas escolhas do filme já causaram discussão entre os fãs, como a presença de neve e de um celular moderno em uma história associada aos acontecimentos de Resident Evil 2. Cregger já explicou que não pretende fazer uma adaptação “um para um” de RE2 e que tomou algumas liberdades criativas para contar a história que queria.
Mas, aí.. você curte a franquia Resident Evil?
Então, com certeza vai curtir o que separamos pra você!

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Sobre o novo protagonista e a falta dos clássicos
Aqui está o que o pessoal mais tem comentado.
Não temos Leon, Claire, Jill ou Ada como protagonistas dessa história. E essa foi uma escolha consciente de Cregger.
Teremos Bryan, sendo apenas um homem comum que trabalha como mensageiro médico. Diferente dos personagens que já conhecemos, seu maior problema antes de tudo começar era basicamente uma crise com a namorada.

Até que ele vai para Raccoon City a trabalho e acaba se envolvendo no caos. E o próprio Cregger entende a frustração dos fãs.
O diretor explicou que personagens como Leon, Claire e Jill já funcionam perfeitamente nos jogos e que, ao tentar colocá-los em uma história completamente nova, poderia acabar prejudicando justamente aquilo que ele queria fazer, esse talvez seja o maior teste do filme.
Afinal, Resident Evil depende dos protagonistas clássicos para funcionar?
Ou será que a verdadeira força da franquia está justamente na situação? Porque, no fim das contas, antes de Leon, Jill ou Claire, existe uma coisa que sempre fez Resident Evil funcionar: você está preso em um lugar horrível, com poucos recursos, e precisa descobrir como sair vivo.
Talvez Bryan seja apenas uma maneira diferente de contar exatamente esse tipo de história.
E você?
O que acha dessa nova empreitada de uma das franquias mais lendárias do Survival Horror? comenta aí em baixo!
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